terça-feira, 22 de junho de 2010
FILOSOFANDO...
Nem tudo que arde é brasa
Nem tudo que queima é fogo
Nem tudo que se acha está perdido
Nem tudo que se escreve será um dia dito.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Como Prever uma Consequência?
segunda-feira, 7 de junho de 2010
GARÇOM, O MENU POR FAVOR.
Não um menu desses:
Churrasco completo ............................................................................................ x reais
(farofa, vinagrete, arroz à grega, 250 g de picanha, 250 g de frango, 250 de coração, 250 de linguiça)
Esse não. Esse:
Churrasco completo ................................................................................ muito mais “x” reais
Farofa: fritada no azeite de oliva extra virgem, temperada com cebola, alho e corante.
Vinagrete: vinagre de maçã, suco de limão, azeite de oliva, tomates vermelhos maduros, pimentões amarelos, verdes e vermelhos brilhantes, cebola roxa, uma pitada de sal ao seu gosto
250 de coração: ....
250 de lingüiça: ...
Enfim, vocês sabem o que estou dizendo. Um menu, seja lá de onde for, precisa contar a verdade para o consumidor. Acredite, a fome aumenta. Digo isso, porque há uns meses atrás fui a um restaurante na serra da Meruoca e no menu tinha algo parecido com isso. Adorei o puxado no molho num sei que, regado à blá blá e outras cositas más! Não precisa ser caro para ser bom. Impressiona as papilas gustativas toda a maciez da picanha, regada ao próprio sangue, na medida certa com aquele bendito filete de gordura que nem mesmo a corrida na esteira tira da barriga ou adjacências corporais. Na verdade, as pessoas comuns nem pensam nisso, geralmente com aquele pedaço de carne do garfo, passa no sangue do prato, coloca na farofa e nham nham nham nham... Língua, dentes, pensamentos, lembranças... E nada de esteira amanhã, eu quero é mais caninha!!!!!
Tem gente que insiste o que é bom engorda! Eu acredito.
SELFISH
Feliz com o meu momento “ap morando com as amigas”, descobri que meus parentes mais próximos acham que estou DEFINITIVAMENTE chata depois deste momento. Injuriada ainda com a constante falta de espaço no mundo familiar, devo revelar que as manias de hoje são reflexos satisfatórios de situações insatisfatórias do passado. Eu sou outro tudo hoje. Na verdade tem tenho percebido que os costumes adquiridos, na verdade “melhores costumes adquiridos” me transformaram de um modo bom. Um modo bom para mim e acredito que isso é o tem acontecido. Aprendi a dizer mais não para os outros. Antes eram tantos “sins” que eu acabava atolada com tanto compromissos. Sou hoje um tudo muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitoo graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaande – com bastante espaço para ocupar diga-se de passagem - , configurada eletronicamente e psicologamente no meu espaço. Talvez esse seja um dos motivos de ainda não pensar em casamento. Juntar os panos de bunda, para quê? Mais um espaço para ser dividido. Assumo: estou egoísta e pior, FELIZ.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
DE VOLTA PARA CASA
OS FANTASMAS SE DIVERTEM 2
quarta-feira, 19 de maio de 2010
VOCÊ TAMBÉM PODE
quinta-feira, 8 de abril de 2010
TORCIDA DESORGANIZADA
A torcida chega na esquina do posto de gasolina e de lá já se pode ouvir o hino do time.
O trânsito se torna mais lento e os carros impacientes começam a buzinar.
Desorganizadamente atrapalham o trânsito...
Ainda dispersos andam pela Av. Jonh Sanford, os carros da polícia vem logo atrás. Dois quarteirões da rua perpendicular por onde eles passam, está a torcida do time adversário com aproximadamente 200 pessoas. A polícia sabe que eles não podem se encontrar.
Quatro viaturas do ronda do quarteirão escoltam os torcedores.
terça-feira, 23 de março de 2010
Quem ainda tem saudades da Amélia?
Mais uma de alguém que tenho admirado suas palavras… Por Fernanda Pompeu.
Diretamente do site: http://br.noticias.yahoo.com/s/22032010/48/manchetes-ainda-saudades-da-amelia.html
O bebê nem nasceu e a cor de suas roupinhas está determinada. Rosa para menininhas, azul para menininhos. A criança nem fez cinco anos e seus brinquedos estão definidos. Bolas e carrinhos para ele, bonecas e bolsinhas para ela. Antes de completar trinta anos, ele estará na cabine do avião pronto para decolar. Ela, no corredor da aeronave, pronta para servir o amendoim e o refrigerante. Tudo isso com as honrosas exceções.
Todos os dias, milhões de mulheres se esforçam para mudar essa divisão de funções que dá poder aos homens e desvaloriza as mulheres. Mas há inegavelmente uma força - vinda das mídias, instituições, costumes - tentando frear o disparo feminino nos espaços públicos. Algumas mulheres abandonam o mercado de trabalho para voltarem ao reinado do lar.
Mesmo arriscando uma aproximação aos versos da canção Ai, que Saudades da Amélia. Aquela "mulher de verdade" que nunca contraria o companheiro e até diante da fome o consola: "Meu filho o que se há de fazer?" A música de Ataulfo Alves e Mário Lago embalou a fantasia da maioria dos homens nos anos 1940.
Uma voz que incendiou essa polêmica foi a de Maria Mariana. Dada a confissões públicas, a autora ficou famosa com o livro "Confissões de Adolescente", que virou série de tv com ibope. No livro, a adolescente é uma garota disposta a viver sua rebeldia. Anos depois, em 2009, Maria Mariana lançou o "Confissões de Mãe".
Até aí, nenhum problema. Toda mulher tem o direito de enaltecer e publicar o que quiser. O caldo entornou quando, numa entrevista a uma revista semanal, a autora declarou: "Deus preparou o homem para estar com o leme na mão". E mais adiante: "A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é no leme". No seu blog, Maria Mariana retruca que suas palavras foram distorcidas. E rechaça a ideia de mulher-bibelô: "Acho que o povo esquece que escrever dá trabalho. Estou escrevendo novela e vários projetos."
A polêmica é viva, pois filhos pequenos e trabalho fora de casa ainda é situação conflituosa para muitas mães. Isso se dá, principalmente, porque a gerência doméstica e o cuidado com os filhos continuam sobrecarregando as mulheres. A sociedade também não alivia a vida delas. Não há serviços sociais suficientes de apoio a mães com crianças. "O filho é da mãe" segue sendo uma máxima cultural. Há também quem tem clareza que ser mulher não é sinônimo de ser mãe. Do mesmo jeito que ser homem não é sinônimo de ser pai.
A mestranda em ciências dos alimentos Juliana Ferreira dos Santos, morando com o companheiro há um ano, não tem planos para bebês. Ela pondera: "Não sinto necessidade alguma de ser mãe. Além do aspecto pragmático: tenho muitos projetos a realizar e filhos atrapalhariam."
Outra jovem mulher, a nutricionista Camila Coussirat, escolheu o caminho do meio. Com dois meses de desemprego, descobriu que estava grávida e decidiu parar de procurar serviço. Agora seu filho Enzo está com quatro meses e ela anseia voltar para o mercado: "Quero ganhar meu dinheirinho e me sentir útil socialmente. Se fico em casa, sou útil apenas ao meu filho e ao meu marido. Preciso de mais."
Beleza
Outra espada sobre a cabeça das mulheres é a dominação dos seus corpos. Ser magra, bonita, elegante e jovem não é circunstância, é obrigação. Para as mais novas, a marcação é cerrada. As revistas estampam em suas capas mulheres magérrimas e chiques no último.
A psicóloga Rachel Moreno, autora do livro "A Beleza Impossível", esclarece: "Os modelos - de valor, beleza, felicidade - são introjetados desde a mais tenra infância e passam a ser modelos de aspiração. É com a Barbie ou a Gisele Bündchen que as meninas e mulheres querem parecer hoje. Afinal, ambas são referências de como a sociedade nos vê, nos quer e nos valoriza."
A impressão é que mudou a casca, mas não o conteúdo. Mulheres de carne e osso tentado se aproximar das mulheres idealizadas pela publicidade e pelos ditadores da moda. Também no quesito imagem, os homens levam a melhor. Um homem mais velho pode ser chamado de experiente e ser considerado charmoso. Já uma mulher mais velha é obrigada a sofrer com muitos preconceitos.
A massagista Sílvia Artacho, integrante do grupo Arco-da-Velha, conta que a maior dor é a invisibilidade: "Às vezes parece que a gente nem existe. É como se não estivéssemos."
Apesar das imensas contradições que rondam a cabeça de homens e mulheres, da estressante distância entre o real e o ideal, parece que uma volta ao antigo papel da mulher é impossível. Quem experimenta o gosto da autonomia, vicia. Acrescenta-se que hoje, para agradar, as amélias teriam que ser, além de submissas e cordatas, anoréxicas.

