domingo, 5 de setembro de 2010

INTERNAUTAS…

No nosso mundo ‘moderno’ passamos boa parte do nosso dia aqui, escrevendo, se informando sobre as notícias, fechando negócios, jogando video-game, fazendo uma conferência… A Internet aproximou muito as pessoas e também as afastou. Por causa disso os tímidos a usam como arma para flertes, dizer o que pensam e outras coisinhas mais. Como toda tecnologia – que particularmente eu amo – tem seu lado bom, a internet também tem seu lado ruim. As pessoas se escondem através dela, ou se revelam. Muito do que há aqui você não pode dizer o que é verdade e o que não é. Os segredos revelados aqui através dos mais diversos bate-papos existentes são inúmeros, alguns cada vez mais intrigantes. Se eu conto, ninguém acredita! É aqui que se relevam os desejos mais proibidos e outros nem tantos. O que se pode dizer dos sites pornográficos que crescem incansavelmente, atraindo cada vez mais ‘admiradores’? É aqui que ainda é dito o que não se tem coragem de dizer pessoalmente, porque é muito difícil – e sempre foi – encarar determinadas verdades e decepções. É melhor mostrar um emotion. Emotion é claro: emoção. E essas carinhas fofas que cada dia caem mais no gosto dos adolescentes, jovens e até mesmo dos adultos representam algo que não pode ser dito, visto, sentido no cara a cara. Esconda-se. Prenda-se. Fuja. É nas conversas constantes que tenho percebido as máscaras que criamos diariamente com tanta força. Tem dias que nem sei mais quem são as pessoas do outro lado, quando você menos espera está lá mais algo surpreendente acontecendo…

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O falecimento dos órgãos…

Ontem pela manhã me foi revelado  que ‘dead people’  tinha uma vontade desesperante que me assustou: queria um remember! Não um remember comum mas ‘o remember.’ Injruiado já que a moça em questão já não era mais tão ‘moça’, ele queria provar a sua masculinidade. Tive que passar pelo divertido momento de ter minha vida esquadrinhada, só me faltou os detalhes sórdidos. E ora! Para que esses detalhes tão pequenos de nós ‘outros dois’? Indignado à sua moda, o rapaz em questão nem se deu a trabalho de esconder a sua indignação, de que um outro alguém havia se divertido no seu antigo playground. Como se nós não tivéssemos vontade própria, necessidades fisiológicas, como todos os animais do mundo, e enquanto eu escrevo às 06:40 da manhã, com certeza tem alguém passeando pelo melhor parque de diversões do mundo! O mais divertido disso tudo é saber que a proporção do desejo de um é INVERSAMENTE proporcional ao desejo de outrem. Passado os manuais existentes nas livrarias, é sabido que para muitas coisas no mundo precisa-se ter talento e algumas pessoas realmente não tem. Algumas pessoas podem até não saber cantar, não ter voz, mas vão ali, fazem uma aula de canto e conseguem entrar no tom, mas tem outras que deviam direcionar suas habilidades para outras áreas. Muitas mulheres que passam por essa situação, não compreendem que os homens tem uma necessidade ímpar de querer ser o dono da mulher, principalmente aqui no Nordeste. É machista, eu sei, mas é verdade. Nada melhor do que um remember, uns orgasmos para provar que ela ainda sente algo por você, isso aumento o ego masculino. Acreditem, depois da diversão, tudo o que os dois vão querer é apertar o botão do alçapão e rezar para não dormir de conchinha, para não ouvir o ronco de um dos dois. Ao mesmo tempo serve para deixar em stanby. Amigas! Não caiam nessa! Principalmente se você não é profissional o suficiente para sair da situação depois, se você for então, que o ego feminino seja satisfeito, ou ambos! 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Conversas sobre o nada

Esta semana está lenta e eu cada vez mais impaciente. Owww vontade louca da sexta-feira, do nada e do tudo ao mesmo tempo. Quero viajar ontem. Quero ver a bendita ópera. Quero o cheiro do novo. Quero os livros na mesa. Quero tempo também.


Tento rebobinar a fita e na verdade nem dá mais para ouvir o que está lá. Sinto falta de casa, isso é um fato. Quero minha cama de 2 m de altura, cama de solteira sem esperança de visita, meu edredon quadriculado, minha TV de 200 canais, minha escrivaninha, minha estante com os livros que ainda não li (mas até juro que um dia ainda termino), meu bonjovi, minhas medalhas, meu espelho, minha infinita maquiagem, minhas fotos (como sinto falta delas...), minhas amigas, meu amigos – inclusive os que ainda não conheci e até aqueles que não vejo há muito tempo, quero Nina, Anita e Shiva. Casa é casa, você só tem uma não importa onde você está.

UM BRAÇO + UM BRAÇO = ?

Amiga, eu sei que vai passar, foi só ontem. Mas você não acha que está tudo na sua cabeça, que está tudo na NOSSA cabeça? Podem vir carros bacanas, roupas bacanas, corpos bacanas... mas do que adianta se ainda não há uma mente bacana? Quanto mais duras somos com nós mesmos, mais exigentes ficamos. Do mesmo modo que exigimos as coisas da vida seremos exigidas, talvez até pior. Podem surgir mil viagens, nós podemos ir para Saturno - e ainda iremos - mas o que está no nosso coração ainda é o que vale. A paz de espírito é nós quem decidimos se vamos ter ou não, e isso amiga, não vai ter viagem que resolva. Nós somos o que somos e por mais que queiramos esconder dos outros, uma hora a casa cai. Um braço, ou dois braços para aquietar o juízo. A busca implacável e "justificável" uma hora vai acabar, eu tenho certeza, você não?

TURN BACK

Sou uma nostálgica assumida, e sinceramente nessa fase de estagiária a balzaquiana tenho me deparado com coisas para lá de nostálgicas. Dizem que se chega um momento da vida em que você vai se lembrando das coisas que passaram e reflete sobre elas. Tenho aprendido tanto esses últimos meses! Só, somente só, sozinha, alone, lonely comecei a entender tudo o que foi me pedido. Gostaria de poder dizer isso para quem me pediu, mas não posso. Não me sinto arrependida, se é o que parece, mas o ritmo de cada ser humano é ímpar. Em muitos momentos é preciso viver para saber o que há.

Descobrindo...

Quando acordei e olhei para o lado outro dia pensei: "quanta diferença!" Não que isso tenha alguma coisa de parecida comigo, mas estava lá. Na verdade ando realizado muitas coisas que me foram "impedidas" nos últimos tempos. Estou amando descobrir esse mundo novo. Não sou uma amadora, como a outra que se descabela por uma noite sem um braço. Mas também já tive meu momento ruim. Hoje é diferente. Avaliando a "passagem integral da ocupação mental" fico pensando no tempo quase perdido, nas noites mal dormidas, das horas pensantes, dos minutos inconstantes. Sinto que estou voltando a colocar o pé no chão, mas ainda sou impaciente, quero o ontem, o agora, o amanhã, o já. Quero o cavalo celado passando novamente. Quero vento na cara e cabelo voando. Quero continuar ofegante. Nunca tomei ácido, mas Xico, deve ser assim, como você disse. Ainda não estou pronta, existem coisas mais importantes agora, mas a "passagem integral da ocupação mental" ainda é um túnel bem comprido, pelo menos anda bem iluminado. 

segunda-feira, 19 de julho de 2010

AMIZADE

Quando estamos lá na frente do padre fazendo nossos votos olhando olho no olho da pessoa amada (ou não!) dizemos: “na alegria e na doença, na riqueza e na pobreza”, blá blá blá… Quando nós escolhemos os nosso amigos, muitas vezes nem precisa fazer juras, porque sabemos que eles estarão lá por você. Você não diz que ama constantemente, que sente falta, você simplesmente está lá pela pessoa. Seria tão bom se fosse assim no amor também… Se pudéssemos ver e sentir sem precisar provar ou falar. As amizades que tenho até hoje são de pessoas abençoadas. Já passamos por tantas coisas que daria um livro, com certeza com alguma páginas proibidas para ler, coisa nossa sabe como é? Hoje é só para agradecer a você que vive comigo constantemente, me aguenta na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, prometo-te ser fiel em todos os momentos de nossa longa vida. E se morte nos separar me guia para luz!

COLECIONANDO FRIOS NA BARRIGA…

Impetuosa e impulsiva.

Muitos adjetivos para o momento atual. Quem foi mesmo que disse: “penso, logo existo.” O tal filósofo em questão esqueceu de falar mais sobre isso. Na verdade nem penso mais, faço. Acreditem, outro dia atrás assistindo The Vampire Diares, Damon Salvatore falou que quando se é um vampiro, você pode escolher em desligar o botão ou ligar o botão. Decide ligar o botão de colecionar borboletas no estômago, frios nos pés e nas mãos. Pensar compulsivamente nisso tem sido extremamente excitante acreditem. Para Xico Sá, isso daria mais uma crônica. Ele mesmo disse parafraseando o famoso poeta: “que seja eterno enquanto dure…” Nada melhor do que viver o amor na mais pura intensidade momentânea “é um bem querer mais que bem querer”, “é nunca contentar-se de contente” e principalmente: “é ter com quem nos mata lealdade.” Pensei em Leoni, quando escreveu ‘Garotos’: ”não resistem aos seus mistérios, garotos nunca dizem não.” Colecionar frios na barriga tem me deixado imensamente feliz. Mas também temos que pensar no que virá depois… E se não vier? E se vier? Tem coisas que não dá para evitar, mas precisa-se estar pronto para quando acontecer.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mais uma do Xico sobre o “amor”

Hoje definitivamente é o dia prestigiar pessoas que sabem do que estão falando. Já postei outra do Xico Sá, mas essa ele se superou: http://colunistas.yahoo.net/posts/3200.html.

Carta aos desiludidos no amor

Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.

Como se o amor fosse uma bodega de lucros, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela, o Renato Russo musicou e tudo, lembra?

Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.

Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita pessoa, os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos. Falar nisso, nunca mais ouvi o velho e bom “eles renovaram o namoro”. Coisa linda, linda, linda, o mais comum era dizer apenas “eles renovaram”. Prestou atenção na força das palavras?

Não estamos tratando desse tema. O caso aqui é de quem se desilude ao infinitum. Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.

Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais. São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente. Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores.

Não adianta chamar o garçom do amor e passar a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) – como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo. O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.

Já pensou quantos amores possíveis, como diria Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada? E quem disse que amor é para dar certo?

Amor é uma viagem. De ácido.

Amar é… dar ou levar pé-na-bunda. Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.

E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.

Sim, o amor acaba, se não você não entendeu ainda… Corra a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos: em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Vamos esquecer a ilusão católica do até que a morte separe os pombinhos e viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes, não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que, de tão intenso e quente, logo derrete. Foi bonito.

Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença.

Acostumando-se a migalhas

Mais uma de alguém que sabe o que está falando: Sandra Maia, escreve para o yahoo pegue o link: http://colunistas.yahoo.net/posts/3252.html 

00422787 A questão do acostumar-se com o pouco ou quase nada acaba com nossa autoestima. Acaba com qualquer possibilidade de relacionamento. Primeiro porque a relação em si começa doente. Um que não pode ou não quer dar quase nada e, outro – carente – que aceita o pouco, ou melhor, as migalhas.

Parece normal? Sabe aquele ditado “ruim com ele pior sem ele”? Pois é, tem muita gente vivendo assim. Com essa dinâmica, essa tônica. Imagine que se perderem essa sua única fonte de “restos” vão ficar à deriva. Famintos, impotentes, sem poder…

Receber migalhas afeta nossa autoestima e com o tempo vamos achando que é isso o que merecemos. Que não nascemos para ser totalmente felizes. Que ok, podemos viver dessa maneira – mendigos ambulantes – à espreita do outro.

De uma distração sua, ou ainda quem sabe de um “raio” de consideração que esse apresenta vez ou outra. Você deve conhecer dezenas de pessoas que vivem exatamente como estou colocando. Infelizmente, caímos nessa armadilha.

Investimento
Começamos a relação para investir, achamos que tudo bem – se o outro não estiver totalmente inteiro, tocamos, deixamos o tempo passar e, quando acordamos, foram-se meses, anos, uma vida – num relacionamento infundado que nunca, nunca vai sair desse marasmo – até porque foi concebido dessa forma.

Bem, então, qual o nosso papel nessa relação? Encolher? Não cobrar, não atormentar o outro com nossos desejos, nossas inquietações, nossos sonhos? Deixar a vida passar? Não sorrir? Não incomodar?

Enfim, numa situação que beira o masoquismo – nosso papel se limita a acabar com nossa felicidade e, o pior, vivermos esfomeados com base na benevolência do outro – que pode ou não acontecer…

Arrastando-se
Qual o papel do outro nessa história além de ser complementar à nossa neurose? Continuar exatamente como sempre foi – ou seja, mesquinho, inseguro, indefinido, inconstante. Aquele que dá pouco, muito pouco, tão pouco que a relação pode se arrastar indefinidamente…

Preste atenção nisso. Ouvi esse comentário de um mestre esta semana: aquele que se preserva para viver relações paralelas ou que não tem condições de se abrir e viver uma história por inteiro não vive e não deixa viver.

Pode viver assim distribuindo afagos poucos indefinidamente – afinal, nada muda em suas vidas…  Aquele que não está presente, não pode atender ao telefone, não pode te ver não está nem aí para suas necessidades. Não comparece e – perdoe-me – não são forcas ocultas que o impedem. Não são problemas ligados ao trabalho, à família, à vida, à frustração etc, etc…

Apenas entenda que este que não pode – NÃO QUER, NÃO TE ESCOLHEU, NÃO VAI ESCOLHER, NÃO VAI MUDAR… Vai manter tudo como uma história mais ou menos de amor… Ele pode mudar? Talvez. Quem sabe se um raio cair na sua cabeça e então – BINGO – la estará ele, pelo menos por um período, cheio de amor para dar…

O que pode ser esse raio? Um enfarto fulminante, um acidente, uma perda, um acordo daqueles do tipo – a companheira ou companheiro entram com o pé e ele… Bem, você sabe…

Ação
Parece duro, mas não! Não acontece. E então, o que fazer? Nesses casos podemos deixar tudo como está e parar de reclamar ou pensar em algumas alternativas para fazer o outro acordar e entrar de vez ou sair da relação. A questão é: estamos prontos para sair fora? Estamos prontos para começar de novo?

Se sim, podemos agir de diferentes formas para ver qual a reação do outro – o que acontece com a relação se mudarmos… Primeiro, podemos escolher esfriar para ver se o outro se liga que existimos de fato. E, então, quem sabe, possamos investir em resgatar sonhos, desejos, ou seja, mudar o foco…  A vida agradece.

Segundo, podemos pressionar o outro de vez e dar um prazo, algo do tipo “basta”… E, por último, podemos ainda ROMPER. Por um ponto. Acabar. Terminar. Escolher viver outra historia. Outra vida, outra relação…

Fácil? Não. Não e nada fácil. E possível mesmo que seja necessária ajuda psicológica. Para sair de determinadas relações, precisamos recuperar a autoestima. E isso nem sempre é tão simples como parece…

De todo modo, todo passo demanda uma decisão, uma escolha. Depois, no nosso tempo, e só caminhar… Escolhas, sempre escolhas.