quinta-feira, 27 de maio de 2010

DE VOLTA PARA CASA

Minha mãe agora está dizendo: “não vá ficar igual, àquelas moças velhas que moram sozinhas e ficam cheias de manias que ninguém suporta”. Essa é minha mãe gente, casamenteira. Preocupada porque não venho mais com tanta freqüência em casa e porque quando venho passo o dia trancada dentro do quarto estudando ou hipnotizada com TV (que geralmente não tenho tempo para assistir). Lembrar: nunca dizer que você não se sente mais tão bem em casa, que você na verdade quer até voltar a morar na cidade dos seus pais, mas não em sua ex-casa, isso soa como se você um alien. Minha mãe sempre nos criou para o mundo e agora está em crise porque todo mundo está saindo de casa. Como eu sou a única que ainda pode talvez retornar, ela se agarra com unhas e dentes a esta remota esperança. Minha casa sempre foi cheia, da família e dos amigos. Os almoços de domingo são tradicionais e eu já estou acostumada com as pessoas se convidando. Eu adoro isso. Adoro as pessoas se sentirem tão à vontade aqui. Minha mãe é daquelas que te empurra comida à todo instante e ainda acha que você tem que ser magra. Queria saber como.

OS FANTASMAS SE DIVERTEM 2

Já havia esquecido a última visita, até que alguém resolve aparecer novamente... Confesso que fiquei aterrorizada no começo, mas no fundo eu sabia que era uma coisa boa. Quando descobri na verdade quem era me senti aliviada, mas já faz tanto tempo... Mesmo entendendo um pouco dessas situações, não deixo de me intrigar com isso. Só não entendo porque isso acontece. Não sei se esse alguém precisa realmente de ajuda e se precisa, infelizmente eu não posso ajudar. Quando voltei foi um terror, a sensação real absoluta de ter realmente vivido aquilo. Para alguns, cheio de significados para mim, uma incerteza completa.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Mais uma pesquisa interessante:
Pesquisa feita recentemente com homens britânicos descobriu que eles mentes pelos menos 3 vezes por dia, o que vai lá nos dá mais de mil mentiras por ano. Para quem mais os homens mentiram foram para as mães e PASMEM: somente 10% disse que mentia para a parceira! A mentira mais contada era que tinha bebido pouco, quem nunca ouviu isso antes. Britânicos ou não, é bom a pesquisa ser feita no Brasil também para sabermos com quem estamos lidando. O pior é que teremos que definitivamente que nos conformarmos – ou não – que eles realmente mentem mais do que nós.
Nós ainda somos melhores!
Nas mulheres que participaram da pesquisa a mentira mais contada foi que “está tudo bem”, então amigo, você já sabe: quando a sua companheira lhe disser isso fique em alerta. O estudo também demonstrou que as mulheres mentem muito menos do que os homens e quando o fazem se sentem culpadas. Isto é, nós temos consciência e eles não!!!!!!!!!! O mais interessante de tudo é que a maioria das pessoas acreditam que as mulheres mentem melhor do que os homens. Por que será? Mentimos menos e por causa disso eles acabam acreditando mais em nós? Ou o que?
Beijinhos e xau!

VOCÊ TAMBÉM PODE

Ainda meio distante do Dia dos Namorados (talvez, nem tão distante), vieram me perguntar como consigo fazer isso à distância LITERALMENTE. Acredite, no meu caso, é um exercício constante de paciência, mas tudo (ou quase tudo) se resolve no reencontro mensal ou quinzenal, dependendo da demanda. Sempre gosto de pensar que são “somente algumas horas” e não que são “muitas horas”. De certo modo, com os intervalos intermitentes o comportamento ainda é mantido, porque com certeza existem bons reforçadores. Levando em consideração a intermitência, é fato, muito fato mesmo, que algumas vezes – e não raras vezes – tem dias que dá vontade fugir ou de se mudar de vez, mas, como já postado anteriormente: “tudo tem a sua hora”. Fácil não é nem nunca foi, principalmente alguém aceitar a vida que eu tenho, mas acreditem sempre encontro alguém mais louco do que eu. Já diziam por aí: “remédio para doido é um doido e meio!”
Intrigada com o comportamento de umas amigas solteiras, percebi que o costume nos faz perder a nossa visão geral das coisas. Para os solteiros (as) em geral este bendito dia 12 de junho do nosso calendário é um terror. Coisas do tipo: “não posso ficar sozinho (a) neste dia”. Levando em consideração o uso do objeto: conhecido-amigo-ficante-amante, ou seja, lá o que vocês queiram, na verdade é só um dia. Só para título de informação: no censo de 2000 do IBGE constava o montante de 74 milhões de solteiros no Brasil. Uma bagatela não? Claro que não.  
As relações de gênero no mundo todo estão em crise. Gostaria de saber o motivo. Mulheres mais à frente do seu tempo, homens assumindo outras posturas. Número de divórcios aumentando. Intolerância? Ninguém é obrigado a ficar com quem não se gosta, mas já foi assim um dia. Mudanças de comportamento à parte lhes dou um exemplo vivo. Uma amiga irá casar brevemente com o cara que ainda abre a porta, paga a conta, lembra do aniversário de mês, paparica com chocolates, ursinhos e jóias, pelo que eu soube ainda por cima se garante no ‘babado’. Bom gente, ainda existem homens assim. A esperança é a última que morre. Detalhe importante: o rapaz é fiel – uma coisa rara hoje em dia – e tem até um irmão solteiro, mas sinceramente, é o oposto do dito cujo.

Happy Valentine’s Day!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

TORCIDA DESORGANIZADA

Enquanto cresce o uso de crack em Sobral, enquanto o Rio de Janeiro alaga e morrem 153 pessoas onde caiu uma chuva de 14 horas, ontem era apenas mais uma quarta-feira comum no Brasil. Ontem era dia de futebol. Onde moro tem famílias de jogadores de futebol e é impressionante como as mulheres não se sensibilizam com o movimento das torcidas nas ruas de Sobral. Na verdade parecia mais uma briga de gangue. Para que não houvesse brigas entre as torcidas rivais, a polícia precisava escoltar até o estádio um grupo de aproximadamente 100 torcedores até o estádio. Eles iam pela avenida gritando o hino do seu time querido e faziam todas as pessoas saírem de suas casas para ver o que estava acontecendo. Eu jamais havia visto algo parecido na vida. A última vez que eu me lembro de uma manifestação foi quando os estudantes foram usados como massa de manobra contra o governo de Fernando Collor de Melo. Ninguém reclama do preço alto da carne, ou das tarifas de ônibus e se reclama são uns poucos que na verdade acabam brigando sozinhos. Ontem participei de uma Conferência de Saúde Mental em uma cidade aqui no Ceará e a Secretária de Saúde ao ser questionada sobre alguns eventos que ocorriam, respondeu dizendo que nós só sabemos reclamar e não reivindicar, ninguém que dar mais a cara a tapa, esperamos que alguém faça isso por nós. Verdade absoluta.
Aqui teremos os policiais na esquina de uma rua em Sobral, onde do lado direito da foto encontra-se aproximadamente 200 pessoas de um dos times que foram jogar noite passada.DSC01493
















Enquanto isso curiosos param para observar a torcida de um dos times do outro lado da rua.
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O ônibus de um dos times é escoltado pela polícia.
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A torcida chega na esquina do posto de gasolina e de lá já se pode ouvir o hino do time.
 
O trânsito se torna mais lento e os carros impacientes começam a buzinar.


Desorganizadamente atrapalham o trânsito...


Ainda dispersos andam pela Av. Jonh Sanford, os carros da polícia vem logo atrás. Dois quarteirões da rua perpendicular por onde eles passam, está a torcida do time adversário com aproximadamente 200 pessoas. A polícia sabe que eles não podem se encontrar.

Quatro viaturas do ronda do quarteirão escoltam os torcedores.
    

terça-feira, 23 de março de 2010

Quem ainda tem saudades da Amélia?

Mais uma de alguém que tenho admirado suas palavras… Por Fernanda Pompeu.

Diretamente do site: http://br.noticias.yahoo.com/s/22032010/48/manchetes-ainda-saudades-da-amelia.html

O bebê nem nasceu e a cor de suas roupinhas está determinada. Rosa para menininhas, azul para menininhos. A criança nem fez cinco anos e seus brinquedos estão definidos. Bolas e carrinhos para ele, bonecas e bolsinhas para ela. Antes de completar trinta anos, ele estará na cabine do avião pronto para decolar. Ela, no corredor da aeronave, pronta para servir o amendoim e o refrigerante. Tudo isso com as honrosas exceções.

Todos os dias, milhões de mulheres se esforçam para mudar essa divisão de funções que dá poder aos homens e desvaloriza as mulheres. Mas há inegavelmente uma força - vinda das mídias, instituições, costumes - tentando frear o disparo feminino nos espaços públicos. Algumas mulheres abandonam o mercado de trabalho para voltarem ao reinado do lar.

Mesmo arriscando uma aproximação aos versos da canção Ai, que Saudades da Amélia. Aquela "mulher de verdade" que nunca contraria o companheiro e até diante da fome o consola: "Meu filho o que se há de fazer?" A música de Ataulfo Alves e Mário Lago embalou a fantasia da maioria dos homens nos anos 1940.

Uma voz que incendiou essa polêmica foi a de Maria Mariana. Dada a confissões públicas, a autora ficou famosa com o livro "Confissões de Adolescente", que virou série de tv com ibope. No livro, a adolescente é uma garota disposta a viver sua rebeldia. Anos depois, em 2009, Maria Mariana lançou o "Confissões de Mãe".

Até aí, nenhum problema. Toda mulher tem o direito de enaltecer e publicar o que quiser. O caldo entornou quando, numa entrevista a uma revista semanal, a autora declarou: "Deus preparou o homem para estar com o leme na mão". E mais adiante: "A mulher pode dirigir tudo, mas o lugar dela não é no leme". No seu blog, Maria Mariana retruca que suas palavras foram distorcidas. E rechaça a ideia de mulher-bibelô: "Acho que o povo esquece que escrever dá trabalho. Estou escrevendo novela e vários projetos."

A polêmica é viva, pois filhos pequenos e trabalho fora de casa ainda é situação conflituosa para muitas mães. Isso se dá, principalmente, porque a gerência doméstica e o cuidado com os filhos continuam sobrecarregando as mulheres. A sociedade também não alivia a vida delas. Não há serviços sociais suficientes de apoio a mães com crianças. "O filho é da mãe" segue sendo uma máxima cultural. Há também quem tem clareza que ser mulher não é sinônimo de ser mãe. Do mesmo jeito que ser homem não é sinônimo de ser pai.

A mestranda em ciências dos alimentos Juliana Ferreira dos Santos, morando com o companheiro há um ano, não tem planos para bebês. Ela pondera: "Não sinto necessidade alguma de ser mãe. Além do aspecto pragmático: tenho muitos projetos a realizar e filhos atrapalhariam."

Outra jovem mulher, a nutricionista Camila Coussirat, escolheu o caminho do meio. Com dois meses de desemprego, descobriu que estava grávida e decidiu parar de procurar serviço. Agora seu filho Enzo está com quatro meses e ela anseia voltar para o mercado: "Quero ganhar meu dinheirinho e me sentir útil socialmente. Se fico em casa, sou útil apenas ao meu filho e ao meu marido. Preciso de mais."

Beleza
Outra espada sobre a cabeça das mulheres é a dominação dos seus corpos. Ser magra, bonita, elegante e jovem não é circunstância, é obrigação. Para as mais novas, a marcação é cerrada. As revistas estampam em suas capas mulheres magérrimas e chiques no último.

A psicóloga Rachel Moreno, autora do livro "A Beleza Impossível", esclarece: "Os modelos - de valor, beleza, felicidade - são introjetados desde a mais tenra infância e passam a ser modelos de aspiração. É com a Barbie ou a Gisele Bündchen que as meninas e mulheres querem parecer hoje. Afinal, ambas são referências de como a sociedade nos vê, nos quer e nos valoriza."

A impressão é que mudou a casca, mas não o conteúdo. Mulheres de carne e osso tentado se aproximar das mulheres idealizadas pela publicidade e pelos ditadores da moda. Também no quesito imagem, os homens levam a melhor. Um homem mais velho pode ser chamado de experiente e ser considerado charmoso. Já uma mulher mais velha é obrigada a sofrer com muitos preconceitos.

A massagista Sílvia Artacho, integrante do grupo Arco-da-Velha, conta que a maior dor é a invisibilidade: "Às vezes parece que a gente nem existe. É como se não estivéssemos."

Apesar das imensas contradições que rondam a cabeça de homens e mulheres, da estressante distância entre o real e o ideal, parece que uma volta ao antigo papel da mulher é impossível. Quem experimenta o gosto da autonomia, vicia. Acrescenta-se que hoje, para agradar, as amélias teriam que ser, além de submissas e cordatas, anoréxicas.

domingo, 21 de março de 2010

Os fantasmas se divertem

Fantasmas existem ou não? Também tem aquela história de que tipo de fantasmas estamos falando. Eles sempre estão por aí, seja para o bem ou para o mal. Na luz ou na escuridão. Digamos que no momento atual estão aparecendo mais na escuridão. Como mandá-los embora? Estou fazendo de um tudo: água benta, rezedeira, magia… Mas ele estão insistindo em ficar. Acredito que eles gostaram de ficar aqui. Na verdade eles estão se divertindo. Abrem as portas, conversam, riem, contam histórias mirabolantes, às vezes algumas são trágicas. Acho que eles esperam que eu possa participar disso e na verdade eu mal consigo me mexer. Muitas vezes entendo o que eles querem dizer, mas tem horas que o idioma ainda é um problema. É nessas horas que agradeço ao vinho!

sexta-feira, 12 de março de 2010

GO TO BACK TO BASIC

Ainda indecisa sobre o que vou ser quando crescer, fiquei a pensar como é uma loucura essa minha vida de ter pressa. Não de viver, mas de me decidir sobre muitas coisas. Se o céu é realmente azul ou se prefiro ele mesmo vermelho no momento atual. No meio de tantas incertezas, me sinto nostálgica pelas pessoas irem partindo aos poucos. Elas já se decidiram e eu ainda aqui. Uns meses atrás ouvi de um mestre: “espere que virá no tempo certo”. Incandescente com os desejos de uma adolescente-balzaquiana indecisa, essa semana alguém resolveu tomar decisões por mim. O mais insolúvel dos problemas passou a ser mais complexo do que já era. África ou Nova York. É algo mais ou menos assim. Não é uma questão de distância, mas o que essa distância e a escolha podem provocar de um modo geral. Ou a liberdade total e absoluta de literalmente um safári, com animais desconhecidos, o medo rondando a sua cabeça, pessoas diferentes, vidas diferentes... Ou simplesmente Nova York. Você já sabe quem são as pessoas, o que esperar delas, você vai se sentir segura e em casa. Vai ter muitos lugares para visitar nesta cidade, ainda maravilhosa, vai encontrar com os seus amigos lá, vai ter muito das coisas que você quer. Menos a liberdade. Por causa disso você começa a pensar no “e se...”. Esse “e se...” é bem claro. “E se...” eu não tivesse o que eu tenho, com certeza seria África. Ainda me vem “e se...” eu resolver daqui a um tempo cumprir o protocolo (e eu nem faço o tipo de quem cumpre) então, com certeza será Nova York. As hipóteses são muitas, e ainda estão incandescentes no meu EU. Enfim sós.

quarta-feira, 10 de março de 2010

LEGALIZAÇÃO DE QUE?

Preocupados com o aumento do uso da maconha no país, deputados e afins discutem se a mesma deve ser liberada ou não. Fernando Henrique Cardoso, - sabe-se lá, usuário ou não – é a favor da legalização. Ele explica que já foram investidos bilhões contra o tráfico e até agora os resultados não foram suficientemente bons. O modo de entender deste senhor, é que o fato deve ser prevenido como problema de saúde pública. Já parou para imaginar ele fumando um? Usuários se tem em todas as escalas sociais. Médicos, psicólogos, garis, antropólogos, senadores, deputados, quem sabe o Lulalá também não é chegado? Já que estamos falando de drogas, tenho recebido muitos usuários de CRACK, principalmente pessoas de baixa renda. Aquelas mesmas pessoas que recebem o Bolsa Família. Acho que talvez devêssemos rever os nossos conceitos. Porque não, legaliza-se logo tudo de uma vez? Ou talvez não. Porque não perguntamos para as pessoas o que elas querem legalizar? E ainda tem a questão do aborto em caso de estupro, no caso da mãe correr risco de vida… Tem mulheres com crianças anecéfalas que não podem abortar e precisam ter a criança sabendo que a mesma viverá como um vegetal, ou nem mesmo viverá. A mulher sentirá as dores do parto, terá os pés inchados, sentirá a criança saindo do seu ventre e provavelmente nem ouvirá o seu choro. Na esperança de um futuro melhor, talvez ela se pergunte se deve fumar um baseado para relaxar. Mais uma vez: não me venham com xurumelas! Como se realmente no Brasil não existissem coisas mais importantes do que usuários de drogas. Bah! 

terça-feira, 9 de março de 2010

BANHEIRO VOADOR DE BAIXO CUSTO

Pensando em que o mundo realmente vai acabar um dia, eis que um sueco cria um saco biodegradável onde pode-se colocar dejetos e os mesmos tornam-se adubo. A invenção é de um professor e arquiteto de Estocolmo e a sacola se chama PEEPOO. Conhecendo a necessidade de várias pessoas no mundo inteiro que não possuem banheiro e residem em favelas, essa prática de utilizar o saco plástico é muito comum. Foi a partir destas observações que ele criou a sacola. No futuro a sacola poderá ser usada para cultivar as plantações. O objetivo do empreendedor é que a sacola seja vendida a preço de uma sacola comum. Atualmente estima-se que 2,6 bilhões de pessoas, ou cerca 40% da população mundial, não tenham acesso a banheiros. A defecação à céu aberto pode contaminar a água e o solo gerando doenças para as populações. Boa idéia!!!!! Se você quer saber mais entre no site:  http://br.noticias.yahoo.com/s/08032010/84/mundo-banheiro-descartavel-custa-centavos-ainda.html