segunda-feira, 19 de julho de 2010

AMIZADE

Quando estamos lá na frente do padre fazendo nossos votos olhando olho no olho da pessoa amada (ou não!) dizemos: “na alegria e na doença, na riqueza e na pobreza”, blá blá blá… Quando nós escolhemos os nosso amigos, muitas vezes nem precisa fazer juras, porque sabemos que eles estarão lá por você. Você não diz que ama constantemente, que sente falta, você simplesmente está lá pela pessoa. Seria tão bom se fosse assim no amor também… Se pudéssemos ver e sentir sem precisar provar ou falar. As amizades que tenho até hoje são de pessoas abençoadas. Já passamos por tantas coisas que daria um livro, com certeza com alguma páginas proibidas para ler, coisa nossa sabe como é? Hoje é só para agradecer a você que vive comigo constantemente, me aguenta na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, prometo-te ser fiel em todos os momentos de nossa longa vida. E se morte nos separar me guia para luz!

COLECIONANDO FRIOS NA BARRIGA…

Impetuosa e impulsiva.

Muitos adjetivos para o momento atual. Quem foi mesmo que disse: “penso, logo existo.” O tal filósofo em questão esqueceu de falar mais sobre isso. Na verdade nem penso mais, faço. Acreditem, outro dia atrás assistindo The Vampire Diares, Damon Salvatore falou que quando se é um vampiro, você pode escolher em desligar o botão ou ligar o botão. Decide ligar o botão de colecionar borboletas no estômago, frios nos pés e nas mãos. Pensar compulsivamente nisso tem sido extremamente excitante acreditem. Para Xico Sá, isso daria mais uma crônica. Ele mesmo disse parafraseando o famoso poeta: “que seja eterno enquanto dure…” Nada melhor do que viver o amor na mais pura intensidade momentânea “é um bem querer mais que bem querer”, “é nunca contentar-se de contente” e principalmente: “é ter com quem nos mata lealdade.” Pensei em Leoni, quando escreveu ‘Garotos’: ”não resistem aos seus mistérios, garotos nunca dizem não.” Colecionar frios na barriga tem me deixado imensamente feliz. Mas também temos que pensar no que virá depois… E se não vier? E se vier? Tem coisas que não dá para evitar, mas precisa-se estar pronto para quando acontecer.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mais uma do Xico sobre o “amor”

Hoje definitivamente é o dia prestigiar pessoas que sabem do que estão falando. Já postei outra do Xico Sá, mas essa ele se superou: http://colunistas.yahoo.net/posts/3200.html.

Carta aos desiludidos no amor

Triste de quem fica desiludido(a) e evita outro amor de novo, cai no conto, blasfema, diz “tô fora”, já era, tira onda, ri de quem ama, pragueja e nunca mais se encontra dentro das próprias vestes.

Como se o amor fosse uma bodega de lucros, um comércio, como se dele fosse possível sair vivo, como nunca tivesse ouvido aquela parada de Camões, a do fogo que arde e não se sente, a da ferida, aquela, o Renato Russo musicou e tudo, lembra?

Triste de quem nem sabe se vingar do baque, sequer cantarola, no banheiro ou no botequim, “só vingança, vingança, vingança!”, o clássico de Lupícinio Rodrigues, o inventor da dor-de-cotovelo, a esquina dos ossos úmero com os ossos ulna (antigo cúbito) e rádio, claro, lição da anatomia e da espera no balcão da existência.

Tudo bem não querer repetir, com a mesma maldita pessoa, os mesmos erros, discussões, barracos e infernos avulsos e particularíssimos. Falar nisso, nunca mais ouvi o velho e bom “eles renovaram o namoro”. Coisa linda, linda, linda, o mais comum era dizer apenas “eles renovaram”. Prestou atenção na força das palavras?

Não estamos tratando desse tema. O caso aqui é de quem se desilude ao infinitum. Triste de quem encerra o afeto de vez, como se aquela mulher e/ou aquele homem “x” fossem fumar o king size, duvidoso e sem filtro, lá fora, e representassem o último dos humanos.

Chega do clichê e do chavão de que todos os homens ou mulheres são iguais. São, mas não são, senhoras e senhores. Cada vez que uma folha se mexe no universo a vida é diferente. Todos os machos e todas as fêmeas são novidades. Podem até ser piores, uns mais do que os outros, porém dependem de vários fatores.

Não adianta chamar o garçom do amor e passar a régua para sempre por causa de apenas um(a) sujeito(a) – como se representassem a parte pelo todo da panelinha do mundo. O que não vale mesmo é eliminar o amor como proposta mínima na plataforma política de estar vivo.

Já pensou quantos amores possíveis, como diria Calvino, você estaria dispensando por essa causa errada? E quem disse que amor é para dar certo?

Amor é uma viagem. De ácido.

Amar é… dar ou levar pé-na-bunda. Depois, como se diz, a fila anda, mesmo que mais demorada que a do velho INPS ou do que a dos ingressos para a final do campeonato.

E tem mais: a única vacina para um amor perdido é um novo amor achado. Vai nessa, aconselho! Só cura mesmo com outro.

Sim, o amor acaba, se não você não entendeu ainda… Corra a ler o gênio mineiro Paulo Mendes Campos: em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Vamos esquecer a ilusão católica do até que a morte separe os pombinhos e viver lindamente o amor e o seu calendário próprio. Muitas vezes, não temos o amor da vida, mas temos um belo amor da quinzena, que, de tão intenso e quente, logo derrete. Foi bonito.

Vale tudo, só não vale o fastio e a descrença.

Acostumando-se a migalhas

Mais uma de alguém que sabe o que está falando: Sandra Maia, escreve para o yahoo pegue o link: http://colunistas.yahoo.net/posts/3252.html 

00422787 A questão do acostumar-se com o pouco ou quase nada acaba com nossa autoestima. Acaba com qualquer possibilidade de relacionamento. Primeiro porque a relação em si começa doente. Um que não pode ou não quer dar quase nada e, outro – carente – que aceita o pouco, ou melhor, as migalhas.

Parece normal? Sabe aquele ditado “ruim com ele pior sem ele”? Pois é, tem muita gente vivendo assim. Com essa dinâmica, essa tônica. Imagine que se perderem essa sua única fonte de “restos” vão ficar à deriva. Famintos, impotentes, sem poder…

Receber migalhas afeta nossa autoestima e com o tempo vamos achando que é isso o que merecemos. Que não nascemos para ser totalmente felizes. Que ok, podemos viver dessa maneira – mendigos ambulantes – à espreita do outro.

De uma distração sua, ou ainda quem sabe de um “raio” de consideração que esse apresenta vez ou outra. Você deve conhecer dezenas de pessoas que vivem exatamente como estou colocando. Infelizmente, caímos nessa armadilha.

Investimento
Começamos a relação para investir, achamos que tudo bem – se o outro não estiver totalmente inteiro, tocamos, deixamos o tempo passar e, quando acordamos, foram-se meses, anos, uma vida – num relacionamento infundado que nunca, nunca vai sair desse marasmo – até porque foi concebido dessa forma.

Bem, então, qual o nosso papel nessa relação? Encolher? Não cobrar, não atormentar o outro com nossos desejos, nossas inquietações, nossos sonhos? Deixar a vida passar? Não sorrir? Não incomodar?

Enfim, numa situação que beira o masoquismo – nosso papel se limita a acabar com nossa felicidade e, o pior, vivermos esfomeados com base na benevolência do outro – que pode ou não acontecer…

Arrastando-se
Qual o papel do outro nessa história além de ser complementar à nossa neurose? Continuar exatamente como sempre foi – ou seja, mesquinho, inseguro, indefinido, inconstante. Aquele que dá pouco, muito pouco, tão pouco que a relação pode se arrastar indefinidamente…

Preste atenção nisso. Ouvi esse comentário de um mestre esta semana: aquele que se preserva para viver relações paralelas ou que não tem condições de se abrir e viver uma história por inteiro não vive e não deixa viver.

Pode viver assim distribuindo afagos poucos indefinidamente – afinal, nada muda em suas vidas…  Aquele que não está presente, não pode atender ao telefone, não pode te ver não está nem aí para suas necessidades. Não comparece e – perdoe-me – não são forcas ocultas que o impedem. Não são problemas ligados ao trabalho, à família, à vida, à frustração etc, etc…

Apenas entenda que este que não pode – NÃO QUER, NÃO TE ESCOLHEU, NÃO VAI ESCOLHER, NÃO VAI MUDAR… Vai manter tudo como uma história mais ou menos de amor… Ele pode mudar? Talvez. Quem sabe se um raio cair na sua cabeça e então – BINGO – la estará ele, pelo menos por um período, cheio de amor para dar…

O que pode ser esse raio? Um enfarto fulminante, um acidente, uma perda, um acordo daqueles do tipo – a companheira ou companheiro entram com o pé e ele… Bem, você sabe…

Ação
Parece duro, mas não! Não acontece. E então, o que fazer? Nesses casos podemos deixar tudo como está e parar de reclamar ou pensar em algumas alternativas para fazer o outro acordar e entrar de vez ou sair da relação. A questão é: estamos prontos para sair fora? Estamos prontos para começar de novo?

Se sim, podemos agir de diferentes formas para ver qual a reação do outro – o que acontece com a relação se mudarmos… Primeiro, podemos escolher esfriar para ver se o outro se liga que existimos de fato. E, então, quem sabe, possamos investir em resgatar sonhos, desejos, ou seja, mudar o foco…  A vida agradece.

Segundo, podemos pressionar o outro de vez e dar um prazo, algo do tipo “basta”… E, por último, podemos ainda ROMPER. Por um ponto. Acabar. Terminar. Escolher viver outra historia. Outra vida, outra relação…

Fácil? Não. Não e nada fácil. E possível mesmo que seja necessária ajuda psicológica. Para sair de determinadas relações, precisamos recuperar a autoestima. E isso nem sempre é tão simples como parece…

De todo modo, todo passo demanda uma decisão, uma escolha. Depois, no nosso tempo, e só caminhar… Escolhas, sempre escolhas.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

FLAGRA

Por onde ando, sempre levo minha câmera. Ela não é lá essas coisas, mas me quebra um galhão, e levando em consideração que ela me foi dada de presente é melhor ainda. Enfim, semana passada indo para a rodoviária de Sobral, me deparei com algo impressionante:

No meu mundinho 'fechado', eu nunca vira algo parecido. Em cidades pequenas, onde não há uma fiscalização maior do DETRAN, esse tipo de coisa acontece.

O animal está segurando-se apenas com as próprias patas e encostado no dono.





Dentro do táxi, eu assustada com a habilidade canina em dar um passeio de moto com o seu dono, sou surpreendida com o taxista que diz já ter visto animal maior fazendo aquilo. Tudo bem que "o cão é o melhor amigo do homem" e o homem é amigo de quem?











Na curva da para observar como o cão se equilibra em cima da moto. Isso quer dizer como ele tem costume nisso. A hora que essa foto foi tirada era no horário de pico, então, haviam vários carros e outras motos cortando uns aos outros. Se, em uma freada mais forte o cão cai na rua, com certeza seria atropelado por algum carro.

Um perigo constante.

Salve a Sociedade Protetora do Animais.

ZEBRAS EM UM SAFÁRI

As zebras são animais característicos da África Central e do Sul, pertencem à mesma família do cavalos, mas pouco tem a ver com eles. Esses belíssimos equinos, correm à velocidades impressionantes e geralmente não são muito adestráveis como os nosso amigos cavalos. Mesmo com todas aquelas listras elas são diferentes umas das outras, as listras, podem ser comparadas à nossa digital. São únicas. Pode parecer estranho para os nossos olhos, já que só vemos mesmo o preto e o branco. Foi pensando no mundo animal que este final de semana ao sair em Teresina - Piauí, percebi como as mulheres estão todas iguais. Os cabelos loiros com mechas e escovados, os vestidos bandagem, a maquiagem da moda, a sandália da moda... todas iguais. Ora até no reino animal para sobreviver eles improvisam. Alguns passáros cantam mais alto do outros, por exemplo. E as mulheres fazem o quê? Poucas ou duas, talvez três eram diferentes das outras. Acho que estamos ficando vazias. Escravas da moda, escreva dos pensamentos, escravas do comportamento. Lá está a TV que diz o que pode e o que não se pode. Incluindo o meu cabelo cacheadíssimo, só havia mais mais uma lá que assumira as ondas.O que os homens acham disso? Sinceramente não sei. Mas uma coisa é fato, a competição existe entre qualquer grupo do reino animal. Em que então iremos nos diferenciar cara pálidas? Podemos até ser homo sapiens, mas onde somos diferentes? Apenas na digital? Affffffffffffffffffffffffffff

terça-feira, 22 de junho de 2010

FILOSOFANDO...

Para filosofar:
Nem tudo que arde é brasa
Nem tudo que queima é fogo
Nem tudo que se acha está perdido
Nem tudo que se escreve será um dia dito.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Como Prever uma Consequência?

Como já postei outras vezes, tenho não um sexto, tenho um sétimo sentido para as coisas. Skinner sabia o que estava fazendo quando criou e demonstrou a Terapia Comportamental. Esse meu sétimo sentido vem de longe, mesmo antes de conhecer Skinner. Com o tempo você percebe, na verdade, que Skinner tinha muita razão: o comportamento pode sim ser previsto. Você sabe o que vai acontecer. Comportamento são emitidos frequentemente, cabe a um olho treinado saber a consequencia. Não precisa ser um mestre guru para isso, basta perceber o que está bem claro. Não tem nada de magia nisso. É ciência. Temos o costume de atribuir ao sobrenatural, eventos que são exclusivamente naturais. O comportamento do homem é um evento natural. Você sabe que vai chover ao olhar para o céu e perceber em que direção está o vento. Do mesmo modo podemos aplicar isso ao comportamento das pessoas. Quantos comportamentos um pessoa pode emitir antes de uma determinada ação? Vários. Ás vezes nos perguntamos porque isso acontece comigo? Porque eu não percebi isso antes? Ou pior: “eu sabia que isso ia acontecer”. Tudo tem uma legítíma explicação para estar lá. Ninguém é suficientemente nulo para não se prever o que irá acontecer. Cabe ao seu olho clínico, treinado e aperfeiçoado saber a verdade.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

GARÇOM, O MENU POR FAVOR.

Todo mundo tem talento para alguma coisa nessa vida, o meu é falar. Falo demais sempre. Os amigos tem mania de brincar dizendo de como deve ser uma consulta comigo, “será que você dá tempo e espaço para o paciente?” Meu terapeuta, diz que quando eu falo crio uma imagem na cabeça das pessoas muito forte. A palavra, muitos dizem é um dom. Levando em consideração língua, dentes, paladar, pensamentos, palavras tem uma coisa que eu gostaria de saber descrever com precisão: o sabor das coisas. Você já leram um menu?



Não um menu desses:

Churrasco completo ............................................................................................ x reais
(farofa, vinagrete, arroz à grega, 250 g de picanha, 250 g de frango, 250 de coração, 250 de linguiça)

Esse não. Esse:

Churrasco completo ................................................................................ muito mais “x” reais
Farofa: fritada no azeite de oliva extra virgem, temperada com cebola, alho e corante.
Vinagrete: vinagre de maçã, suco de limão, azeite de oliva, tomates vermelhos maduros, pimentões amarelos, verdes e vermelhos brilhantes, cebola roxa, uma pitada de sal ao seu gosto
Arroz à grega: arroz temperado com cebola, alho e uma pitada de páprica picante; colorido com cenoura e pimentão vermelho cortados carinhosamente em cubos pequenos; para um tom adocicado, passas silvestres; presunto de peru defumado; raspas de gengibre e para finalizar azeitonas pretas.

 


250 g de picanha: argentina maturada, puxada em ervas finas, dormida em molho especial por 5 horas, assada separadamente envolta em papel alumínio.
250 g de frango: ....
250 de coração: ....
250 de lingüiça: ...

Enfim, vocês sabem o que estou dizendo. Um menu, seja lá de onde for, precisa contar a verdade para o consumidor. Acredite, a fome aumenta. Digo isso, porque há uns meses atrás fui a um restaurante na serra da Meruoca e no menu tinha algo parecido com isso. Adorei o puxado no molho num sei que, regado à blá blá e outras cositas más! Não precisa ser caro para ser bom. Impressiona as papilas gustativas toda a maciez da picanha, regada ao próprio sangue, na medida certa com aquele bendito filete de gordura que nem mesmo a corrida na esteira tira da barriga ou adjacências corporais. Na verdade, as pessoas comuns nem pensam nisso, geralmente com aquele pedaço de carne do garfo, passa no sangue do prato, coloca na farofa e nham nham nham nham... Língua, dentes, pensamentos, lembranças... E nada de esteira amanhã, eu quero é mais caninha!!!!!

Tem gente que insiste o que é bom engorda! Eu acredito.

SELFISH

Feliz com o meu momento “ap morando com as amigas”, descobri que meus parentes mais próximos acham que estou DEFINITIVAMENTE chata depois deste momento. Injuriada ainda com a constante falta de espaço no mundo familiar, devo revelar que as manias de hoje são reflexos satisfatórios de situações insatisfatórias do passado. Eu sou outro tudo hoje. Na verdade tem tenho percebido que os costumes adquiridos, na verdade “melhores costumes adquiridos” me transformaram de um modo bom. Um modo bom para mim e acredito que isso é o tem acontecido. Aprendi a dizer mais não para os outros. Antes eram tantos “sins” que eu acabava atolada com tanto compromissos. Sou hoje um tudo muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitoo graaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaande – com bastante espaço para ocupar diga-se de passagem - , configurada eletronicamente e psicologamente no meu espaço. Talvez esse seja um dos motivos de ainda não pensar em casamento. Juntar os panos de bunda, para quê? Mais um espaço para ser dividido. Assumo: estou egoísta e pior, FELIZ.