terça-feira, 16 de novembro de 2010

JUVENTUDE TRANSVIRADAAAAAAAAAAAAAAA

No meu tempo de aborrecente a moda era tentar explicar para os pais, o que era ficar. Minha mãe arrancava os cabelos quando eu dizia que “ficava com alguém”, porque ficar no tempo dela significava transar com alguém, o que para mim era um absurdo com 14 ou 15 anos. Hoje a juventude transvirada, toma exctasy no hotel do congresso passa o bombom de boca em boca e rola a maior suruba, ou orgia se você achar melhor. No meu tempo quem fumava maconha, era maconheiro, agora maconheiro é o traficante e maconheiro é usuário. Questões de vocabulário gente! O vocabulário mudou, mas e quem pega DST é o quê? Será que depois desse bombom essas pessoas usaram camisinha? E a questão não é só essa. É a banalização total do sexo. Não sou contra o sexo casual, mas isso é demaiiiiiiissss. Uma coisa é a casualidade, outra é achar que isso é comum, é normal que isso faz bem. Na verdade todo mundo quer alguém, e esse tipo de prática não preenche vazio nenhum. Vão por mim: sou careta nesse ponto e continuo feliz com isso. Vivo bem com isso. Como essas pessoas acordam de manhã e se vêem ali, todos nus, sabendo que foram penetrados homens e mulheres? Essa prática tem sido comum Outro dia vendo o Felipe Neto numa entevista no Jô Soares vejo que o mundo ainda tem esperança. A juventude de hoje corre mais rápido do que a nossa e a próxima? Por onde ando, vejo meninos e meninas de 10 anos sendo usuários de CRACK. No meu tempo crack era ter uma alucinação, porque era tão distante da nossa realidade que era impossível pelo menos ver uma pedra por aí. A necessidade de se adaptar ao meio, de fazer parte de uma sociedade – mesmo que imunda – ainda perdura. No meio de tantos hormônios e conflitos existenciais a droga ainda é uma fuga. A hipocrisia é grande. Outro dia minha amiga foi a uma boate e as meninas levavam bebida e cigarro para o banheiro para esconder os vícios, para dar uma virgem. Querer ser virgem também é um vício. O que mais as pessoas fazem para ser parte dessa sociedade? Mais um dia em uma boate em Teresina outro amigo sai do banheiro horrorizado com a carreira de cocaína no vaso sanitário. Sociedade FDP, isso sim. Nós a criamos, somos responsáveis por esses malditos padrões. As pessoas são só pessoas e nada mais. Cada um quer o seu lugar. Não vou muito longe... poucos meses atrás dois adolescentes fizeram uma aposta e um deles tirou a roupa na twittcam, só pelo simples prazer de ter uma maldita fama. Se os jovens de ontem eram inconseqüentes, os de hoje eu não sei o que dizer. Me dêem um adjetivo, por favor! Pais, vocês não sabem o que seus filhos fazem quando saem de casa! Quero muito ter um filho, ou talvez dois, mas nessa orgia atual sinceramente, estou pensando em adiar até que o mundo mude pelo menos um pouco. Há quem diga que vou morrer sem deixar ninguém. 

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

INVEJA MATA MESMO!

Em casa esse final de semana tive uma notícia ruim e outra péssima.  Eram ruins para mim para as pessoas eram ótimas! O que não vem ao caso aqui, mas é fato saber que ambas notícias libertaram um sentimento que a tempos não aparecia: inveja. E da boa... Inveja: s.f. Sentimento de cobiça à vista da felicidade, da superioridade de outrem: ter inveja de alguém. Minhas amigas brincam dizendo: “Em Terehell: onde os fracos não tem vez.” O que é bem verdade. Na verdade eu esperava o mínimo de reconhecimento, caros colegas, ninguém faz nada de graça para ninguém. A não ser que você seja Madre Teresa que por sinal morreu faz tempo. Não sendo reconhecida pelo simples ato da educação formal e informal, da civilidade acima de tudo e dos pingos nos “iiiiiiisssssss” me dei conta que estava zangada, irritada e triste ao mesmo tempo. Eu mal sabia que o bicho invejoso estava me corroendo o estômago. Se aquilo é felicidade ou não, eu só sei que eu queria igual e/ou melhor. Ontem revelando a minha inveja para um amigo ele disse: “pense que você é livre para voar.” O que é bem verdade. Se eu for contar o que tenho feito nos últimos meses daria vários posts, acho que ainda vai dar. Mas não é só inveja, mas com certeza ela é o sentimento mais forte no momento. As minhas baterias estão fracas e a preguiça anda grande. O pior é que está tudo preto e branco. Nada de arco-íris na paisagem... Só posso correr atrás e ver no que dá.

APATIA-INÉRCIA

Querida amiga da meia-noite,

Como foi profetizado, o retorno para casa foi o melhor e o pior dos últimos tempos. E ainda tende a melhorar e a piorar como sempre. Fiz a minha parte, como havia lhe falado e como já era de se esperar, a  apatia era total. Apatia = s.f. Indiferença, insensibilidade, indolência, marasmo, inércia. Uma inércia irritante. O que eu poderia esperar de alguém inerte? Um sorriso? Um “boa noite”? Hahahahahahaha, só mesmo apatia. Decidi levar mesmo a sério o que o Mestre havia dito há uns meses atrás: “risque o meu nome do seu Orkut”. Quando falamos de amor, não há mesmo civilidade nisso só “arranca rabos”. Principalmente quando outrem quer fazer de conta que é uma pessoa superior. Engraçado, quando não estamos mais envolvidos e conseguimos ver o que não vimos antes. Está tudo claro. O Mestre havia dito: nada de “civilidade”, é só esperar o momento certo para saber que você irá querer espetar o diabo com vara curta.Não foi por falta de esforço acreditem, eu nem me esforcei tanto! Mas estava lá claro como um copo de tequila cheio até a borda: mentira. É irritante saber que eu aceitei a situação por “n” motivos. Primeiro porque sou verdadeira o suficiente para aceitar a verdade que eu escolhi para mim, se outrem ainda vive uma mentira eu não tenho OVOS a ver com isso. O pior isso me irrita! Segundo, eu não preciso disso. Eu não preciso forçar uma barra, por isso para mim é a coisa mais normal desse planeta. Fiquei irritadíssima com a postura apática, inerte de outrem. Ora bolas! Então para quê tantos segredos guardados via TIM? Porque não pratos numa mesa limpa? Mestre, é mesmo um monte de blá blá blá. Homem continua sendo um bicho escroto e estranho. E lhe aviso de antemão sou amiga de vários exs, mas os dois últimos queria saber “que porra é essa”? Qualquer dia desses o Tiririca conta essa história de fará sucesso nos seus shows. Afffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Fériassssssssssss, curtas, mas fériassssssss.

Ainda não contei da minha aventura no Rio de Janeiro para vocês, posso dizer que “ele continua lindo” como na música... Já na estrada para Cabo Frio é possível perceber porque as pessoas são tão encantadas por aquele lugar. Logo no início da viagem passamos por lindas montanhas, fazendas com gado pastando por lá. Coisa linda que só vemos na TV. Juro como ainda tentei tirar uma foto para postar aqui, mas acreditem, não tenho uma Nikon ainda. Na viagem conheci um cara simpático, que dizia os nomes de todos os lugares por onde passávamos e falava um pouco da história do lugar. Se ele mentiu ou não eu não sei, mas foi bom ter uma companhia. Como ele, conheci várias pessoas no caminho, interessadas em saber para onde eu ia, porque eu ia e quando ia voltar. Enfim, até que o rapaz era interessante, mas eu não estava querendo ser a “outra” – já que ele era casado e pela segunda vez, o próprio me contara. Com muito sono e euforia, cheguei a Cabo Frio, lá estava o “Escaravelho” me esperando na rodoviária: “a itinerante nordestina”. O sol estava quase de rachar, e eu só queria mesmo era me deitar após quase 12 horas de voos e ônibus. As saídas foram bacanas, os homens são realmente lindos e querem pegar você demais. Hahahahahahahaha! Se você comparar o assédio dessas duas regiões completamente antagônicas, vai descobrir que o cara que dá em cima de você no nordeste é uma coisa e o do sul é outra completamente diferente. Onde meus pais moram e onde fui criada a vida inteira, não existe esse assédio, ou você faz parte de uma rede de relações onde você poderá conhecer um cara bacana ou pode esquecer. Se tiver sorte quem sabe? Dificilmente você sairá para algum lugar para alguém chegar junto. Às vezes acho que eles têm é medo! Levando em consideração os meus 29 anos, aí é que a coisa fica pior. Hahahahahahahahaha! Homens nessa idade estão extintos na minha região. Por onde andam? Não que eu seja lá muito exigente, mas é verdade. No dia seguinte à minha chegada, minha amiga veio para nos fazer companhia por mais 4 dias. Como eu já havia postado anteriormente e agora confirmando: nós podemos por um instante até viver outra realidade, mas quando acordamos precisamos viver o que temos. Tempos atrás, amiga da meia-noite, você passara por essa situação e como eu disse é tudo ilusão mesmo. É maravilhoso, mas a nossa realidade é outra. E para que ficar de tão longe pensando em coisas que não vão acontecer? Estão achando e que não gostei é? Acreditem, ainda vou voltar e curtir mais!

 DiaboAnjo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

OWWWW CALOR DO INFERNO!

Necessidade fisiológica é uma coisa que mata o ser desumano! Semana passada depois das férias intensas e de poucos dias, resolvi inovar: eu queria matar a minha sede. Não uma sede comum, mas A sede. Depois de ter sido um pouco mau-servida no RJ, precisava de alguma coisa para preencher o vazio deixado da viagem. Levando em consideração o calor insuportável de Sobral e Fortaleza, eu queria uma água geladíssima! Daquelas boas mesmo, que desce e vai gelando tuuuuuuuudooooooo. Mas owwwww água difícil. Segundo Dr. De Bono que escreveu sobre a Teoria dos Seis Chapeús – que eu fiz o favor de não usar – devemos ponderar sobre as situações, utilizando cada um dos seis chapéus. Nós seres-desumanos somos muito burros! Aqui jaz uma burra de plantão. Era mais óbvio que o vendendo em questão não estava muito interessado em vender a maldita da água quando você chegou ao balcão. Ele mal olhou para você, passou mais tempo falando no celular – dando uma de idiota – e na verdade ele achou que estava apenas lhe retribuindo um favor. Um favor? É de lascar. Os gafanhotos na barriga eram o primeiro sinal do fracasso. Geralmente são borboletas, às vezes tem lesmas, mas gafanhotos não são um bom sinal. Por onde eles passam devastam as plantações, geralmente são umas pragas. No segundo contato era óbvio que o vendedor de água nem sabia que água ele tinha no freezer – me questiono se ele sabia ler, porque ela muito óbvio que eu queria apenas uma água da boa. No meio de suas ofertas das marcas de água para vender ainda deixou dúvidas. Com gafanhotos na barriga e escravizada pelo pensamento de matar a sede a todo custo decidi ficar com aquilo que me ofereceram no momento. E lá vamos nós! Como se eu já não soubesse do procedimento padrão de abrir garrafas de água, mas aquela estava especialmente trancada. Decidi dar socos, ignorar, contar uma história para ela, talvez ela também tivesse tido um dia ruim – eu acabara de fazer uma prova de merda. Todas as pessoas tem dias ruins! A garrafa enfim, gelada com gotas de suor nas minhas mãos e eu lá esperando por um milagre para ser aberta. Depois de tanta impaciência decidi esperar, logo porque já havia horas que estava querendo um gole daquela merda, um dia ela ia abrir. O resumo da ópera? Quando finalmente consegui me deleitar, se bem que no começo eu jurava que ia ser tudo de bom.... Quando começou a descer eu percebi que a bendita perdeu completamente a graça, e água quente é uma merda mesmo. E se não bastasse a insatisfação perdi foi a vontade de a tomar outra, para que? Vai dar muito trabalho novamente...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Amizade ou amor?

Querida ‘amiga da meia-noite’, mais uma vez nos colocamos aqui jaz, um corpo estendido no chão. Defina-se então! Rimas à parte, eis que filosofar sobre o assunto, você sabe que não tem sido fácil. Desde que o mundo é mundo – se é que ainda é mundo devido às contigências atuais – nos aproximamos daqueles com quem nos assemelhamos. Quando nos perdemos no meio de tanto altruísmo, lá nos vem as mesmas perguntas de sempre: ‘onde foi que eu errei?’ Se partimos do pressuposto supracitado, de que semelhante atrai semelhante, não há motivos para nesse relacionamento fraterno nos permitir esses questionamentos. A vida está aí e isso nunca deixará de existir. Há de se considerar, que nós só somos amigos daqueles os quais nos querem. Ou você alguma vez ficou desejando horas a fio ser amigo(a) daquele(a) fulano(a)? No amor as coisas são completamente diferentes. Você nunca falou com ele(a) e a criatura está lá cavalgando nos seu sonhos como em algum conto erótico de Rachel Green, escondido debaixo do seu travesseiro. Desde a tenra infância somos desencorajados(as) a saber que não  há compensações no amor, ou é ou não é. Seus amigos podem passar dias sem lhe ligar, mas você sabe que eles ainda estarão lá por você. Experimente isso com a tal criatura do seu atual ‘desdém’? Provavelmente, como na música de alguém, “(…) você planta e vem uma vaca e acaba com tudo”. Filosofia de forró, bem nordestino. Uma amizade perdida, dependendo de como for, foi só uma amizade. Um amor perdido, tem a dor da morte de um ente querido sentida. Embora a amizade tal qual o amor possua lá sua desavenças, esta nunca é UNILATERAL como o amor o é. Quantos dias você passou pensado que pessoa “a”, “b” ou “c” iam lhe ligar? Ou porque você tomou literalmente um porre porque viu ele(a) ficando com outra(o)? É através da amizade que passamos a ter o primeiro sentimento de autonomia. Freud diria aqui que a primeira ilusão amorosa que tivemos foi quando descobrimos ainda crianças que não somos os olhos e os ouvidos de nossas mães. Esse rompimento edipiano nos faz buscar valor em outras pessoas, por isso a existência do elo da amizade. É através dela que sabemos que há uma continuação de amor não correspondido. Caso clássico para isso, serve para aquele(a) que se isola durante o ‘amor’, se separa dos amigos e mesmo depois que volta lá estão eles, nem que seja para lhe jogar na cara a verdade nua e crua e ainda em sinônimo de altruísmo – por terem sido deixados para trás – acalantar o seu pranto.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

MAIS UMA …

Eu sempre acordo cedo, adoooooorooooooo acordar cedo. Tem coisa mais maravilhosa? Tem dias que invejo as pessoas que dormem até meio-dia, mas sinceramente não é para mim. Ontem, me balançando na minha redinha, sentindo o frio da manhã, um telefonema às 09:00 da manhã, mais uma vez me surpreende… Não que seja ruim o “um morto” lhe ligar, que você inclusive tem muito respeito pelos mortos – mas precisa revelar tanta falta de classe? Não sei porque, algumas pessoas depois que fazem a passagem fica apegadas a determinadas coisas aqui na Terra. Esse por exemplo, tem um desejo específico. Tudo bem, você pode manter um contato com o além, eles estão do outro lado, podem por vezes ver as situações de maneira melhor do que você. Nunca escondi como tenho medo de assombração, isso é um fato, principalmente quando há terceiros elementos envolvidos nisso. Depois que você decide enterrar “um morto”, decisão essa que deve ter no mínimo embasamento teórico e ciêntífico – precisa-se praticar o desapego total e absoluto. Há quem goste de manter em stanby, mas eu mesmo não! Já dizia Xico Sá, risque meu nome do seu orkut!

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Peça de teatro de botequim.

 Tenho uma língua grande, se não tivesse tanta vontade falar/escrever nunca teria inventado essa história de blog... Ontem descobri que de tanto falar em máscaras recentemente tem gente que não anda conseguindo se sustentar nas suas. É sabido que quando se investe em um personagem novo, para sua vida ele leva algo de você. A vida sempre foi um eterno teatro, tem cada momento de aflição, alegria, desespero, felicidade... Mas até onde esses personagens vão? Quanto tempo conseguimos manter os personagens que criamos? Recentemente, amiga da meia-noite, mais uma das nossas passou a acreditar que se criasse um novo personagem, vestisse uma nova roupa, usasse uma nova máscara e colocasse uma pedra no passado as coisas iriam melhorar. Melhoram um pouco, ela não está mais só. Mas a custo de quê? Estar sozinho, tem muitos sentidos. Não adianta colocar uma pedra no passado. Não adianta achar que as coisas serão esquecidas, podem até ficar adormecidas, mas um dia elas virão à tona. Ninguém sustenta um personagem por muito tempo, nós somos as escolhas que fazemos e teremos sempre um preço a pagar por elas. E ora, amiga da meia-noite, há quem diga que a culpa é externa ou sobrenatural! Procuramos explicações sobrenaturais para as coisas muito naturais. Bem embaixo do nosso nariz. É mais fácil culpar os outros do que a nós mesmos. Nos sentimos enganados, quando na verdade nos enganamos e enganamos os outros. A culpa na verdade não é do outro é nossa. Nós criamos os personagens e a história, cabe a nós mesmo determinar o final feliz da nossa vida. Me lembra aquela música da Ivete: “não precisa mudar, vou me adaptar ao seu jeito, seus costumes, seus defeitos...”, para ser verdadeiro você precisa ser você mesmo, na mais pura imprecisão diária de adjetivos. É clichê: “não existe ninguém perfeito”, então para que fazer tipo mulherada? Ainda neste século? Acho que não nos cabe mais, que nos aceitemos umas às outras tais como animais na floresta, cada uma com a raça, cor, cheiro e importância na cadeia alimentar. Se você nasceu onça para quer ser macaco? Se é uma libélula para que ser cobra? Ou vice-versa. Tudo bem que aqui no nordeste o chauvinismo ainda é forte, mas a culpa ainda é nossa. Passamos mais tempo concorrendo com as outras e nos apontando que nos defendendo. Owwww raça desunina Senhor! Em verdade vos digo: mentira tem perna curta, cuidado para no final das contas não virar um Saci, que para piorar pode ser aprisionado em uma garrafa.

domingo, 5 de setembro de 2010

Por isso admiro “ele”.

“O pior tipo, no entanto, pior ainda do que o descarado, é o sonso, aquele que diz “só tenho olhos para você, meu bem”, e está ali com as retinas girando como radares em busca de qualquer bunda que passa.” (by Xico Sá)
Verdade seja dita, ‘ele’ sabe de muita coisa, ele é homem sabe o que diz. Recentemente injuriada com a maneira descarada dos acontecimentos recentes, é fato que você também um dia já passou por isso. Postei recentemente que as pessoas usam muitas máscaras. As colocam e as tiram com muita frequência. Quem não as tem? Eu tenho as minhas. Você com certeza tem as suas também. Mas fico injuriada como algumas pessoas são especialistas em usá-las para o mal. E quando me refiro ao mal, é para o mal mesmo. Acho que chega um momento em que não cabe mais “só tenho olhos para você, meu bem”. Mas, acreditem ainda tem que se ilude com isso. Nas mais longas ‘consultas’ no msn tenho percebido como nós ainda acreditamos nessas frases feitas, parecido poemas escritos em portas de banheiros de botequins. Quem nuca foi lá, fechou a porta e tem algo obsceno escrito? Na mais pura sacagem de mais baixo escalão? Com desenhos representando todas as posições do seu guia de bolso?  Nem mesmo os manuais existentes poderiam explicar tanta baixaria. E nós, ainda seres desumanos, acreditando, crendo, sonhando com tudo isso? Não há mais contos de cinderela, a gata borralheira lavando o chão, com a beleza escondida atrás da poeira da lareira. O mundo mudou. Nós mudamos, mas a conversa ainda é a mesma de todos os dias. Fico aqui injuriada com a falta de classe de determinadas pessoas. Abrir a porta do carro? Puxa a cadeira? Educação ainda vale. E minha amiga da meia-noite esperando o bendito do telefonema…  

Para sempre Xico Sá!


Para entender a pessoa amada


Vez por outra, amigo(a), baixa neste cronista uma entidade conhecida como “Miss Corações Solitários”, a mesma mística madame que era incorporada pelo escritor Nathanael West para socorrer leitores aflitos.
A consultoria amorosa é função, aliás, que exerço desde os anos 1980 –inicialmente em um programa de rádio em Juazeiro do Norte e mais adiante com o serviço “Poemas e cartas sob encomenda”, no Recife de todas as assombrações.
Os afogados do amor têm pressa. A eles, pois:
A primeira cartinha é de alguém que assina como “Carmem, a ciganinha desiludida de Jundiaí (SP)”. A queixa, resumida, da leitora: “Só me relaciono com caras que não querem ’se amarrar’. Por que eles hoje em dia são tão frouxos e covardes?
Temos hoje em dia basicamente dois tipos de marmanjos:
1) O desconfiado, que é aquele que se deu mal recentemente em algum relacionamento, acha ou foi traído de fato. Não importa. Tomou um pé-na-bunda e fica blasfemando contra as mulheres. Em vez de procurar uma terapia ou investigar a fundo as razões do “fora”, só pensa em vingança, vingança, vingança, como na canção das antigas. É o pior tipo que você vai encontrar pela frente, pois tem na cabeça aquelas obviedades do gênero “todas são iguais, elas não prestam blábláblá etc”.
2) Agora falemos do garanhão clássico, aquele tão envelhecido quanto o seu uísque. Este já casou, descasou, se acha o experiente, o esperto e, pelo que arrota, não quer mais se “aprisionar” a ninguém, nem mesmo às deusas.
O negócio é continuar o predador, exercer o seu don-juanismo que mais parece um atitude adolescente, de tão óbvia, de tão risível, tão comédia. Com ele, o jeito é jogar duro. Inclusive usando o tigrão sexualmente, se for o caso, e deixando claro, de cara, que não quer vínculo.
Ele vai ficar em parafuso, pois, mesmo que diga por ai que não quer nada, incomoda-se bastante quando as mulheres não “grudam”. Neste caso, as que “desprezam”, por sinceridade ou estratégia, marcam território e pontos.
Boa sorte, Miss C.Solitários.
A segunda cartinha, em resumo: “Meu namorado e eu vivemos uma forte relação, mas ele está sempre ‘quebrando o pescoço’ para olhar qualquer gostosona que passe pela frente. Quando brigo, ele sempre nega que olhou e eu fico com raiva e cara de boba. O que eu faço?” Ass. Mineirinha Incomodada, Serra do Rola Moças.
Resposta: Prezada colega de infortúnio, o homem, mesmo quando está gamadíssimo, ainda é capaz de quebrar o pescoço para mirar as gazelas. Um vício miserável, para não dizer falta de vergonha nas fuças. O desrespeitoso ato, porém, não significa um segundo que goste menos ou mais de você. É quase uma doença, uma praga.
O pior tipo, no entanto, pior ainda do que o descarado, é o sonso, aquele que diz “só tenho olhos para você, meu bem”, e está ali com as retinas girando como radares em busca de qualquer bunda que passa.
É, nenhum homem gosta de ser flagrado nessa sua safadeza de varejo. Nega até a morte. O melhor nestas situações, colega, é ser o mais irônica possível. Fazer humor para desbancá-lo com elegância. Que tal presenteá-lo com uma caixa de emplastro poroso Sabiá, aquele excelente curativo para o clássico torcicolo?
Escreva você também a sua cartinha.
Com o afeto que se encerra, Miss C.Solitários – aquela que não traz de volta a pessoa amada, mas ajuda a você entender porque ela foi embora.
& MODINHAS DE FÊMEA
“Eu não trairia um marido porque, quando olhasse para ele, teria de dizer: “Pô, mas esse cara é um corno!” (Danuza Leão, em O Amor de Mau Humor, de Ruy Castro).


Xico Sá escreve para o site yahoo.